Parque Municipal do Goiapaba-Açu – veja a Grande Vitória pelo alto

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O Parque Municipal do Goiapaba-Açu está localizado em Fundão, na Grande Vitória, em uma área rural cuja principal atração é a vista que se tem do mirante em uma bela e alta formação rochosa.

Com aproximadamente 830 m de altitude, o pico do Goiapaba-Açu tem vista para vários locais da região metropolitana, possibilitando que vejamos o mar, o Mestre Álvaro por inteiro e até Vitória ao longe. Dizem também que dá para ver Linhares e Guarapari, mas aí vai do olho biônico – ou da lente – de cada um. 😉

Nós queríamos fazer há tempos esse passeio! Juntamos então alguns amigos e fomos até lá.

Para me preparar, ainda mais levando muitas pessoas, busquei por informações pela internet e achei muita pouca coisa. Mas qual a distância da trilha? Tem cachoeiras pelo caminho? Onde fica a entrada?

Munido de todas essas dúvidas, fomos lá explorar a região, e agora apresentamos para vocês todas as respostas. 😀

Quer ir de carro, de moto, de bicicleta ou a pé? Continue lendo para conhecer todo o trajeto até o pico do Goiapaba-Açu, ver muitas fotos e obter muitas informações sobre o parque.

Como chegar no Parque Municipal do Goiapaba-Açu

Saindo de Vitória, a melhor opção é seguir a BR-101 rumo ao Norte. Desde o aeroporto, são uns 50 Km de estrada até estacionarmos para iniciar a caminhada, um percurso de menos de 1 h, indo bem tranquilo.

No pedágio da Serra, já é possível ver a beleza do maciço granítico onde está o pico do Goiapaba-Açu.

Chegando na zona urbana de Fundão, basta virar à esquerda na ES-261 (Rod. Josil Espíndola Agostini), a estrada que leva para Santa Teresa, e dirigir por aproximadamente 6,2 Km. No caminho, a pedra marcante do parque se revela toda! É até lá no alto que iremos. 🙂

Lá pros 6 Km, fique atento para ver a discreta placa marrom indicando a entrada para o parque, à direita, antes de um ponto de ônibus, conforme mostrado na foto abaixo.

E como é de costume no Destinões, deixamos um mapa mostrando todo o trajeto até o topo do Parque do Goiapaba-Açu e alguns pontos de interesse pelo caminho, para que você possa localizá-los melhor durante a nossa descrição.

A seguir, acompanhe com a gente onde estacionar e como se chega até o mirante do parque.

Como é a subida até o pico do Parque do Goiapaba-Açu

A primeira dúvida que tínhamos era a partir de que ponto iniciaríamos a caminhada. Perguntamos para uma pessoa onde poderíamos estacionar, e é bem simples: após sair da estrada ES-261, dirija por uns 300 m e você verá um bolsão à esquerda – paramos três carros ali com tranquilidade.

Antes de partirmos, uma foto com o objetivo lá no fundo. Na foto, pessoas selecionadas por motivos comerciais – todos com a camisa do Destinões! =D

Saímos por volta das 8:45 h e, nos primeiros passos, a placa já nos avisou: são 7 Km de extensão até lá em cima – informação precisa, por sinal. E mais um dado: iniciamos a caminhada a uns 80 m de altitude, e o pico está a aproximadamente 830 m (o GPS indicou 819 m, já o celular marcou 840 m). São 750 m de elevação, então… ladeiras à vista.

Passamos em uma pequena ponte sobre o Rio Fundão e seguimos por uma estrada de chão batido. O percurso é todo por essa estrada, bem larga e por onde os carros, as motos e as bicicletas podem passar com tranquilidade – ao menos no quesito largura da pista.

Em especial sobre os carros, é possível chegar até o topo dirigindo um, mas o bicho pega nos quilômetros finais. Nessa parte, a estrada começa a ficar bem inclinada, como mostraremos mais adiante, e talvez um carro 1.0 não consiga subir, ou tenha muita dificuldade. Se choveu recentemente então, melhor deixar para outro dia.

Sobre subir de moto, eu não posso opinar muito, mas a estrada está lá, e cabe a cada um avaliar a potência da moto vs. a inclinação do terreno.

E se quiser ir de bicicleta, vá fundo! Se você está acostumado com (muitos) morros e longas distâncias, tem muita gente como você que sobe essa estrada na magrela – só imagino que não seja nada tranquilo.

Nós seguimos pelo modo a pé mesmo.

Na beira da estrada, passamos por algumas casas, em um terreno agrícola. E nesse ambiente de roça, um lembrete: leve repelente! Eu não senti necessidade pois estava de calça e blusa comprida, mas quem foi de bermuda sofreu um pouco com os mosquitos.

Com uns 10 minutos de caminhada, uma bifurcação, e uma placa indica a Igreja do Goiapaba-Açu à esquerda e o parque à direita. Ali é só seguir pela direita mesmo.

Continuamos com uma subida bem leve e caminhando ao longo de várias plantações. Em 40 minutos, no Km 2,3, encontramos uma bica, mas não é nada fácil tomar banho nela. A água cai direto em uma rocha inclinada, então o risco de levar um tombo é grande.

Logo à frente, a origem da água da bica: uma rocha inclinada com uma fina camada de água escorrendo por ela – ao menos no período que fomos estava assim, não sei se esse volume de água muda em outras estações.

Com mais 5 minutos de caminhada, avistamos a única “cachoeira” que fosse acessível pela estrada. Nada de grandes expectativas, porque a queda d’água é baixinha e o poço bem pequeno. Mas quer saber? Se estiver com muita vontade de um banho de cachoeira, dá para cair lá dentro sim e se refrescar. Só nos mande fotos depois, pois queremos ver! 😉

A subida continuava agradável, com uma inclinação bem tranquila. Uns 15 minutos após a cachoeira, passamos ao lado de um riacho, mas para chegar até ele teria que descer um pequeno terreno. Me pareceu muito agradável – acredito que quem for para tomar banho vá gostar.

Ao longe, se vê também uma ou outra queda d’água, o que deixa o visual bem bonito!

Mais à frente, outra placa indica o caminho pela esquerda, bem ao lado do Sítio Aliprandi e de seu grande lago. E, no Km 5, esquerda novamente, conforme a placa. No dia que fomos, uma grande poça de lama tapava a estrada, mas bastou uma pequena desviada pelo mato para contorná-la.

Até esse ponto, acredito que um carro 1.0 iria bem. Caso queira visitar o topo do Goiapaba-Açu, mas sem andar muito, pode tentar deixar o carro nessa área e seguir os demais 2 Km a pé.

Dali pra frente, começam as ladeiras mais íngremes! E soma-se ainda o cansaço dos 5 Km já percorridos. Mas também não é nada impossível não, é só um desafio final para a vista do alto recompensar mais ainda. 😉

Na volta é que essas ladeiras ficam perigosas, pois as pedrinhas na estrada fazem a gente ficar atento 100% do tempo, senão é fácil escorregar e cair de bunda no chão, o que quase aconteceu muitas vezes. Nesses momentos, bastões de caminhada ajudam muito para estabilizar.

Logo depois da placa do Km 6, passamos finalmente pela portaria do parque, mas o objetivo final estava alguns metros mais adiante.

E após 7 Km de caminhada, o pico do Parque do Goiapaba-Açu!

Conhecendo o pico do Parque do Goiapaba-Açu

Finalmente chegamos no alto do Parque do Goiapaba-Açu às 11:15 h, após 2:30 h de caminhada. Claro, esse tempo dependerá diretamente do seu ritmo e do grupo que irá com você.

Na chegada, fomos “recepcionados” por um prédio bem estruturado da Prefeitura de Fundão, com banheiros e bebedouro com água gelada. Quem imaginaria?? Perfeito para colocar água nas garrafas e tirar dos joelhos.

O local está aberto todos os dias, o tempo inteiro, sendo então um bom abrigo para ver o nascer e o pôr-do-sol, ou até mesmo para acampar lá no alto.

Atualização: uma funcionária da prefeitura de Fundão me informou que o parque fica aberto somente das 8 h até às 17 h, e também que não é permitido acampar por lá.

A área é gramada, com algumas árvores onde sentamos e fizemos nosso almoço-nic. Querem dicas saudáveis do que levar? Cenoura, omelete com carne embalado no papel alumínio (aprendemos essa dica lá, pois um casal de amigos levou!), amendoim torrado, saquinho de torresmo, frutas, atum ou sardinha em lata… Ou seja, proteínas, gorduras boas e um pouco de frutose para adoçar e hidratar. Nham!!! E para beber? Água!! 😉

Há ainda uma pista para saltar de parapente, mas o funcionário que trabalha no local informou que há muito tempo não se pratica essa atividade ali – diz ele, não sei.

Mas vamos ao que interessa? A vista do mirante!

Bem na reta está o Mestre Álvaro, tão alto quanto o pico que estávamos, mas parecia um morrinho ao longe.

Avistamos também o oceano, a estrada asfaltada por onde passamos, o radar meteorológico da Força Aérea Brasileira, em Santa Teresa, o centro de Fundão e até Vitória! E se você conhecer a região, consegue identificar outros lugares lá do alto.

E claro que não poderia faltar aquela fotinha clássica do salto. 😛

Sem dúvidas, o mirante do Parque do Goiapaba-Açu permite um imenso visual da Grande Vitória e dos municípios mais ao Norte. É ficar lá sentado, contemplando a beleza das áreas verdes da região…

No mirante do parque há uma construção inacabada, que seria um observatório astronômico da UFES, mas que infelizmente não chegou a ser finalizado – uma pena. Há também uma indicação para um orquidário (Laboratório de reprodução vegetal), mas o funcionário também informou que esse viveiro de plantas está desativado – ao menos na época que fomos.

Após 1:30 h apreciando o local, fizemos a descida em quase 2 h, até chegarmos de volta aos carros. As pedrinhas nas ladeiras não permitiam aumentar a velocidade, senão era tombo na certa.

E no caminho de volta para a BR-101, paramos no Laticínio Lorena e compramos alguns mantimentos deliciosos, para irmos comendo no caminho de volta. Lá eles vendem queijos, iogurtes, vinhos, cervejas artesanais e muitos doces. Vale a pena parar para conferir!

Sobre o turismo em Fundão – uma visão política

Gostaria de deixar aqui uma observação política sobre esse destino de Fundão. Antes de ir, liguei para a Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Lazer para tentar obter mais informações sobre a atração, já que não encontrei muitas coisas pela Internet.

Ninguém da secretaria soube me dar muitas informações e me passaram para a Secretaria de Esportes (?), mas a pessoa que atendeu não sabia informar nem a distância da trilha.

Perguntei também sobre outras atrações do município, e foi aí que eu ouvi o desabafo do servidor público: a secretaria de turismo do município só serve para fazer shows.

Um lindo litoral, um belo parque e sabe-se lá o que se esconde de potencial para o turismo rural da região, e a secretaria responsável por divulgar o turismo só serve para fazer shows?? 🙁

O funcionário ainda citou que a prefeitura não tem um turismólogo, ou seja, um profissional com formação superior em turismo, que teria competência para desenvolver e divulgar atrações do município para que pessoas de fora fossem até lá para consumir produtos e serviços, gerando mais arrecadação de impostos para a cidade. Complicado assim, né?

E é por essas dificuldades que enfrentamos ao tentar obter informações com as secretarias de turismo do Espírito Santo (estadual e municipais) que nós do Destinões, o grupo Capixabas Indicam e muitos outros blogueiros de turismo aqui do Espírito Santo não ficamos dependendo desses órgãos para desenvolvermos nosso trabalho. Apresentamos nós mesmos, sem intermediadores, os destinos turísticos que a natureza e os empreendedores locais disponibilizam para os capixabas e para os turistas que nos visitam.

No mais, fica o convite para os administradores do bem público entrarem em contato e apresentarem como estão trabalhando para divulgar o Espírito Santo para o mundo.

  • Deivson Santana

    Eu já ouvi falar desse parque, só não sabia que era tão perto assim. Infelizmente algumas secretarias dão alguns vacilos, fazer o que?!

  • terracapixaba

    Infelizmente essa é a realidade do nosso Estado. Ouço sempre o mesmo discurso – seja de pousadas, estabelecimentos…: Não há incentivo para a divulgação do turismo nas regiões. Uma pena. Valeu pelo post João, que lugar incrível!

  • Francis Caetano

    Amigo,muito grato pelas informações! Moro na serra e estava muito interessado em subir o pico e não sabia onde poderia para a moto e etc! Achei esse site e me ajudou mt

    • Fico feliz por ter ajudado, Francis! Dê uma olhada nos outros posts do site que você vai encontrar muitas outras dicas boas também. 😉

  • Prefeitura Municipal Fundão Co

    Olá, colegas do Blog Destinões.

    Ficamos bastante felizes com a visita do grupo de amigos, que aceitaram o desafio de percorrer o caminho que leva ao topo do maciço Goiapaba-Açú (que nós nativos chamamos apenas de Goipaba).

    A vista lá de cima compensa todo o esforço da caminhada!
    Espero que o depoimento aqui relatado atraia mais e mais interessados, em conhecer as nossas belezas naturais e ajude a desenvolver o turismo de nossa região.

    A nova gestão municipal, que tomou posse interinamente no inicio de janeiro, está com boas idéias para revitalizar o espaço da APA e criar programas turísticos que tragam mais visitantes, amantes dos refúgios da natureza e do esporte de aventura.

    Nossa cidade é abençoada tanto com praias de águas calmas (Praia Grande, Enseada das Garças e Costa Azul) quanto com montanhas para os amantes de vôo livre e caminhadas (Goipaba-Açu em Irundí e Morro da Lua em Timbuí).

    Assim que fecharmos a programação das atividades de esportes radicais informaremos a vocês, para que possam divulgar e nos ajudar a trazer mais adeptos e visitantes.

    Nesse primeiro momento planejamos substituir as placas de sinalização do percurso e fomentar a ocupação dos prédios (até um pequeno bar existe lá para ser ocupado), para que o visitante tenha mais comodidade e segurança lá em cima.

    De imediato… reabriremos a rampa de vôo livre (fechada por uma série de empecilhos burocráticos) e organizaremos grupos de caminhadas. Para saber mais… basta contatar Renato Armini, praticante de vôo livre que agora é funcionário da Secretaria de Esportes estando a frente dos assuntos de Esportes Radicais.

    Segue contatos :

    Secretaria Municipal de Esportes (SEMES)

    Responsável Esportes Radicais: Renato Armini
    Contato: (27)3267-2282
    E-mail: semes@fundao.es.gov.br

    Secretaria Municipal de Turismo, Cultura e Lazer (SETUR)

    Secretária Municipal: Diovani Favoretto
    Contato: (27) 3267-0437
    Email: setur@fundao.es.gov.br

    Gerência de Comunicação

    Hugo Simonasse
    Contato: (27) 3267-1565
    Email: comunicacao@fundao.es.gov.br

    Obrigado pela visita e voltem sempre!

    Gerência de Comunicação – PMF

    • Agradeço pelo retorno! É muito bom saber que estamos sendo ouvidos. Espero que essa nova gestão da PMF atue bastante no turismo, pois há muito o que ser apresentado em cada município capixaba.

      Estamos à disposição para participar e divulgar as atrações e melhorias que vierem a surgir!

  • João Chagas

    O parque está fechado, mas se eu quiser consigo subir assim mesmo ou apenas quando o parque estiver aberto?

    • João, boa parte do caminho é aberto, pois tem terrenos particulares ao longo da subida. A portaria do parque está lá no alto, quase chegando no mirante, mas a 1 Km de distância ainda, como tá no texto.

      Aconselho vc ligar para a secretaria de meio-ambiente de Fundão e consultá-los para maiores esclarecimentos: 3267-1593