Museu Vivo do Garimpo apresenta a exploração do diamante na Chapada Diamantina

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A Chapada Diamantina tem esse nome não por acaso. Até por volta dos anos 1960, a economia das cidades da região era voltada para o garimpo do diamante, abundante no local. O comércio desse produto declinou, a exploração do diamante foi proibida e ficaram para trás as ruínas e as histórias dessa época que durou mais de 100 anos.

Na cidade de Mucugê, uma das principais da Chapada Diamantina, existe uma atração chamada Museu Vivo do Garimpo, onde você encontra diversas informações sobre esse período de exploração mineral, com painéis informativos e exposição de antigas peças e ferramentas utilizadas para realizar a extração e a lapidação do diamante.

Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina
Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina

Continue lendo que iremos apresentar para você o Museu Vivo do Garimpo, mostrando fotos, como chegar e como é a visita a mais essa atração de Mucugê.

Conhecendo o Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê | Chapada Diamantina

O estacionamento para visitar o Museu Vivo do Garimpo fica logo na beira da estrada, dentro do Parque Natural Municipal de Mucugê.

Início do caminho para o Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina
Início do caminho para o Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina

Para chegar até o museu em si, nós caminhamos por 400 m pela Trilha dos Polinizadores Parque Sempre Viva. Ao longo dessa trilha, plantas são identificadas por seu nome e também pelo animal que a poliniza, como aves e insetos, e que assim ajudam em sua reprodução.

Trilha dos Polinizadores, no caminho para chegar no Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê
Trilha dos Polinizadores, no caminho para chegar no Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê

No final da trilha, chega-se à Casa do Diamante, uma antiga toca de garimpeiro que foi restaurada e adaptada para expor objetos ligados à história do ciclo do diamante na Bahia, em especial na Chapada Diamantina.

Casa do Diamante, no Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê
Casa do Diamante, no Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê

A casa foi inaugurada em 2006 e expõe diamantes naturais e réplicas de diamantes considerado históricos ao redor do globo, como um que se encontra na coroa da rainha da Inglaterra. Também estão expostos carbonados ou carbonatos, que são diamantes negros também de enorme resistência, assim como o diamante tradicional que conhecemos, e que acabam sendo usados em pontas de broca que perfuram túneis e poços de petróleo, por exemplo.

Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina
Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê, na Chapada Diamantina

O monitor do local nos recepciona e faz uma boa apresentação para a gente dos objetos expostos e dos antigos processos de lapidação do diamante.

Réplicas e diamantes naturais, expostos no Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê
Réplicas e diamantes naturais, expostos no Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê

Antigas peças e ferramentas utilizadas por garimpeiros para a extração e lapidação de diamantes também são mostradas.

Ferramentas e demais itens utilizados por garimpeiros expostos no Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê
Ferramentas e demais itens utilizados por garimpeiros expostos no Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê

Além desses objetos, vários painéis expostos apresentam informações bem interessantes sobre o processo, detalhes técnicos e a história da exploração do diamante. Por exemplo, um deles explica os quatro fatores que definem a qualidade de um diamante (cor, peso, pureza e lapidação), enquanto que outro apresenta o motivo dos diamantes serem normalmente lapidados em formato de coxinha.

Um dos painéis expostos no Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê
Um dos painéis expostos no Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê

Do lado de fora da Casa do Diamante do Museu Vivo do Garimpo, o monitor nos leva até uma toca e uma gruna de garimpeiros. Pudemos entrar em uma gruna e ter uma pequena noção de como era o local onde eles procuravam e arriscavam suas vidas atrás de diamantes.

Gruna ao lado da Casa do Diamante, no Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê
Gruna ao lado da Casa do Diamante, no Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê

E que lugar apertado! Longe de chegar perto do que era essa vida, já deu para ver que o negócio não era bonito. Um espaço com insetos, aracnídeos, umidade e rochas caindo em você não é um ambiente muito salutar para se trabalhar.

Parte interna da gruna ao lado da Casa do Diamante, no Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê
Parte interna da gruna ao lado da Casa do Diamante, no Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê

Por fim, o monitor nos convidou para subir até o teto do museu e darmos uma olhada na vista da região. Deu para ver uma área bem rica de natureza e que com certeza deve continuar sendo preservada.

Vista do alto da Casa do Diamante, no Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê
Vista do alto da Casa do Diamante, no Museu Vivo do Garimpo, em Mucugê

Para visitar o Museu Vivo do Garimpo, é cobrada uma taxa de R$ 10. O mesmo está aberto todos os dias, das 8:30 h às 17:30 h, e sua localização mais precisa pode ser vista no mapa abaixo.