Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião – conheça a Serra do Cipó

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Fizemos uma caminhada incrível dentro do Parque Nacional da Serra do Cipó (Parnacipó), a Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião, e queremos compartilhar com você essa experiência.

A travessia começa na estrada MG-010, na direção da Cachoeira do Tabuleiro, entra no Parnacipó em um campo belíssimo e segue beirando um rio que nos acompanha em quase toda essa travessia, passando por muitas, mas muitas cachoeiras pelo caminho.

Paisagem encantadora na Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião, na Serra do Cipó
Paisagem encantadora na Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião, na Serra do Cipó

Ainda fomos visitar outras duas quedas d’água dentro do parque, a Cachoeira do Tombador e a Cachoeira das Andorinhas, e também as apresentaremos no final do texto, fechando o dia saindo pela Portaria do Retiro.

Esse passeio de 20 Km de caminhada tem paisagens lindas, fantásticas mesmo, e vamos procurar passar toda a emoção que sentimos. Tem mapa, muitas fotos e diversas dicas para que desperte em você a vontade de ir também conhecer o Parnacipó e o distrito de Serra do Cipó, em Minas Gerais.

Trilha inicial da Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião, na Serra do Cipó
Trilha inicial da Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião, na Serra do Cipó

A Serra do Cipó fica no município de Santana do Riacho, em Minas Gerais, a uns 100 Km de Belo Horizonte. O distrito é cheio, mas cheio de cachoeiras, com o Parque Nacional da Serra do Cipó facilmente acessível e várias das quedas em propriedades particulares. Também vale a pena conhecer outras localidades próximas, como Lapinha da Serra e a Cachoeira do Tabuleiro, a terceira mais alta do Brasil. Aproveite e veja o nosso post apresentando a Cachoeira da Farofa, também dentro do Parnacipó, e a Trilha dos Escravos e a Cachoeira Véu da Noiva, que ficam bem próximo do centro do distrito. Deixamos ainda um mapa com a localização de dezenas de outras atrações, para você ter uma pequena noção da quantidade de passeios interessantes que pode ser feito por lá.

Como chegar no início da Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião | Serra do Cipó

O início da caminhada é na MG-010, próximo à entrada para a Pousada Duas Pontes e a uns 14 Km do centro de Serra do Cipó.

Nós havíamos fretado um ônibus para nos levar de Vitória até Serra do Cipó e nos acompanhar no começo e no final dos passeios, então acabamos chegando até o ponto de partida da travessia com esse transporte. Se não tiver disponível um motorista para te levar, você pode optar por algum táxi, ou ver na sua pousada se alguém da região faria esse serviço de deslocamento.

Seguimos então pela MG-010, por volta das 8:30 h, e passamos em frente às entradas da Cachoeira Véu de Noiva e da Trilha dos Escravos, seguindo na direção de Conceição do Mato de Dentro e da Cachoeira do Tabuleiro. No caminho, a uns 5 Km do centro e em uma curva bem fechada, havia um mirante com acostamento largo para estacionarmos, à esquerda. Aproveitamos a linda vista e demos uma rápida parada para fotos!

Mirante na MG-010, no caminho para a travessia no Parnacipó
Mirante na MG-010, no caminho para a travessia no Parnacipó

Continuando, já havíamos marcado o ponto exato de partida no mapa, então ficamos acompanhando pelo GPS o lugar certinho para o ônibus nos deixar. Você pode ver com precisão onde começamos no mapa abaixo, além da posição das principais atrações que iremos apresentar aqui. Não deixe de ver no final do texto o nosso tracklog que subimos para o site Wikiloc, com o detalhe de toda a travessia, para que você mesmo possa seguir nossos passos.

Bem próximo ao início da travessia, paramos à direita em um recuo do acostamento, onde havia espaço para o ônibus estacionar com segurança. Ali vimos duas estruturas de ferro separadas, que imaginamos ser as tais duas pontes que dá nome à pousada que usamos como ponto de referência – e claro, que também dá nome a essa travessia.

Seguimos caminhando pela beirada da MG-010 e, pouco antes da entrada para a Pousada Duas Pontes à esquerda, avistamos uma porteira de madeira à direita. Passamos pela cerca e finalmente adentramos no Parque Nacional da Serra do Cipó!

Entrando no Parnacipó para começar a Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião
Entrando no Parnacipó para começar a Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião

Não há nenhum problema em entrar no parque por aquela região, ao invés de entrar pelas portarias oficiais, por exemplo. Para confirmar, eu mandei antes um email para a administração do parque questionando justamente isso, e eles apenas pediram que enviasse a data e a quantidade de pessoas que fariam essa caminhada, para controle de acesso. Além disso, a entrada do Parnacipó é gratuita, independentemente de por onde você o acessa.

Começando a travessia: de Duas Pontes até a Cachoeira Congonhas de Cima | Serra do Cipó

A caminhada começou por volta das 9 h, em um campo aberto, com a trilha bem demarcada. Não tínhamos dúvida quanto ao caminho a seguir, pela geografia do lugar e também por estarmos utilizando o aplicativo do Wikiloc, seguindo a trilha que alguém fez – mas também registrando a nossa, que pode ser vista no final do post.

E que campo lindo, hein? Foi a primeira vez que estávamos em um lugar assim: um planalto, com uma vegetação rasteira e dourada e com várias montanhas ao longe, no horizonte.

Campo dourado no início da Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião
Campo dourado no início da Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião

Éramos umas 15 pessoas, e a fila indiana que formávamos dava uma sensação de profundidade bem legal em vários momentos.

Essa parte da travessia seguiu por um caminho bem destacado, com somente um ponto de desvio – daí a importância de acompanhar o trajeto em algum dispositivo com GPS e com uma trilha confiável em mãos. No mais, não passamos por nenhum risco e o clima estava bem agradável, com o céu coberto de nuvens, mas sem previsão de chuva.

Após pouco mais de 1 h de caminhada, chegamos em uma matinha fechada, com um belo córrego, cuja água parecia que dava para beber. Continuamos o caminho, com a paisagem do campo plano sendo trocada por uma descida fácil entre pedras até chegarmos à beira de um rio maior.

Córrego na matinha durante a Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião
Córrego na matinha durante a Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião

Dali, seguimos para a direita, rio acima, e, com quase 6 Km de travessia, encontramos essa queda d’água que foi um dos destaques do passeio: a linda Cachoeira Congonhas de Cima. Resolvemos parar por ali para tomarmos um banho.

Sim, a água estava bem gelada, mas a beleza do lugar e o caminho que percorremos fez a gente não se importar com isso. Então, bora para a água nos refrescarmos!

Cachoeira Congonhas de Cima, no Parque Nacional da Serra do Cipó
Cachoeira Congonhas de Cima, no Parque Nacional da Serra do Cipó

O poço era bem fundo e dava para nadar de boa e ficar embaixo da queda das águas da cachoeira.

Pronto, estávamos preparados para uma etapa mais pesada que estava por vir.

Seguindo pelas Cachoeiras Congonhas | Serra do Cipó

Além da Cachoeira Congonhas de Cima, várias outras quedas se seguem até a Cachoeira Congonhas de Baixo – a uma delas, inclusive, dão o nome de Congonhas do Meio.

Visão do caminho na descida para as Cachoeiras Congonhas, com o rio lá embaixo
Visão do caminho na descida para as Cachoeiras Congonhas, com o rio lá embaixo

O caminho segue pela margem esquerda do rio, apesar de um pouco afastado dele, que corria alguns metros abaixo de onde estávamos. A trilha era tranquila também, ainda que mais acidentada.

Avistamos a Cachoeira Congonhas do Meio ao longe, mas dava para chegar no topo dela também, como alguns de nós fizeram. Ela é muito bonita, mas mais complicada para tomar banho. Paramos alguns minutos para admirá-la e seguimos morro abaixo.

Cachoeira Congonhas do Meio, no Parque Nacional da Serra do Cipó
Cachoeira Congonhas do Meio, no Parque Nacional da Serra do Cipó

Com um pouco mais de dificuldade de achar o percurso correto, começamos a descer as pedras em direção ao rio e chegamos no poço da Cachoeira Congonhas de Baixo, 1 Km depois da Congonhas de Cima. Essa era outra bela queda d’água, mas resolvemos não parar para tomar banho e seguimos o nosso caminho.

Cachoeira Congonhas de Baixo, no Parque Nacional da Serra do Cipó
Cachoeira Congonhas de Baixo, no Parque Nacional da Serra do Cipó

Neste ponto, logo após o poço da Congonhas de Baixo, é o momento de você tomar uma grande decisão: fazer o percurso até a Cachoeira do Gavião seguindo o rio, ou ir por uma trilha muito mais tranquila.

A trilha mais tranquila até a Cachoeira do Gavião está do outro lado da margem, à direita do fluxo do rio. Se você observar o mapa do Wikiloc mais abaixo, verá que ela se destaca bem, não tendo erro. Ao final dela, você estará próximo à cachoeira e basta seguir para a esquerda até encontrá-la.

Mas nós não fizemos esse caminho. Optamos por seguir o rio e não nos arrependemos!

Leito do rio pedregoso logo após a Cachoeira Congonhas de Baixo, no Parque Nacional da Serra do Cipó
Leito do rio pedregoso logo após a Cachoeira Congonhas de Baixo, no Parque Nacional da Serra do Cipó

Qual a diferença entre esses percursos? São várias! Além da paisagem bem diferenciada, vou destacar aqui as duas principais: o tempo que se leva para percorrê-los e o risco de acidente e de se machucar feio.

Aparentemente, a distância é a mesma, mas enquanto um passa por uma trilha bem direta, a outra é pelas pedras, com várias curvas e algumas escalaminhadas. Isso faz com que o tempo seja muito mais longo seguindo o rio, o que pode ser fundamental para você conseguir concluir o passeio programado para o dia antes do sol se pôr.

Além disso, seguindo o nosso caminho, o risco de cair e se machucar é muito alto, pela travessia continuar por sobre as pedras e beirando o rio. Estávamos em um grande número de gente, e muitos precisaram de ajuda constante. Mas o grupo era ótimo e bem unido, e assim conseguimos seguir um ajudando o outro a se superar.

Descida do rio pelas rochas, rumo à Cachoeira do Gavião
Descida do rio pelas rochas, rumo à Cachoeira do Gavião

Bom, avisado e consciente dos riscos? Se escolher ir pelo outro caminho, continue lendo e aproveite as imagens a seguir! São lindas! E se escolher seguir o nosso trajeto, sinta-se incentivado, pois vale a pena, e fique à vontade para perguntar nos comentários caso tenha alguma dúvida. 😉

Descendo o rio até a Cachoeira do Gavião | Serra do Cipó

Era meio-dia, e, do poço da Cachoeira Congonhas de Baixo, seguimos pelas pedras até encontrarmos um paredão gigante à esquerda do rio, compondo lindamente a paisagem.

Paredão, rio e nosso caminho rumo à Cachoeira do Gavião, no Parnacipó
Paredão, rio e nosso caminho rumo à Cachoeira do Gavião, no Parnacipó

Continuamos a margem com cuidado, contando sempre com a ajuda dos coleguinhas, e 30 minutos depois nos deparamos com uma incrível visão de um vale, se abrindo entre as pedras! Esse momento foi marcante, e a beleza do local nos toca até hoje. <3 #serradocipoforever

Vista esplendorosa do vale na Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião, na Serra do Cipó
Vista esplendorosa do vale na Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião, na Serra do Cipó

Logo a seguir, resolvemos parar para almoçar embaixo de umas árvores que, olha… Que coisa. É tanto elogio, mas não tem como não ser assim. Dá só uma olhada:

Cantinho do almoço, nas sombras dessas árvores <3
Cantinho do almoço, nas sombras dessas árvores <3

Almoçamos na sombra dessas árvores, dentro de um vale, entre rochas altíssimas, e foi muito reconfortante esse momento.

A seguir, o caminho passou a ficar muito mais complicado. Para descer pelas rochas, tínhamos que fazer uma pequena escalada, e começou a bater a dúvida se o caminho estava certo. Fui na frente e deu para ver o poço da Cachoeira do Gavião lááá embaixo. Ok, parecia que dava.

Olha a altura que desceremos, até chegar no poço da Cachoeira do Gavião, lá embaixo
Olha a altura que desceremos, até chegar no poço da Cachoeira do Gavião, lá embaixo

Fornecendo mais ajuda ainda, começamos a apoiar os que tinham dificuldade para irmos superando etapa a etapa as descidas. A inclinação ficou maior, mas dava para seguir.

Descida final da Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião, na Serra do Cipó
Descida final da Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião, na Serra do Cipó

Já bem mais abaixo, atingimos uma região com um pequeno matagal, sem definição tão clara da trilha. Fomos passando por ele, tendo cuidado para não enfiar o pé na lama, e então, finalmente, atingimos o poço da Cachoeira do Gavião!

Com uns 8,3 Km percorridos e 5 h depois, a Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião estava completa!

Cachoeira do Gavião, no Parque Nacional da Serra do Cipó
Cachoeira do Gavião, no Parque Nacional da Serra do Cipó

Vale ressaltar que esse tempo foi feito por um grupo com perfis bem variados, com inexperientes e experientes em trilha, sempre limitado pelos que apresentavam maiores dificuldades. Além disso, fomos curtindo bastante o trajeto, sem pressa de chegar. Sem dúvidas, dá para fazer a travessia muito mais rapidamente, e isso depende apenas da disposição e da experiência do grupo que estiver com você e de quanto tempo você quer ficar aproveitando as atrações e os visuais.

O momento então era curtir o também delicioso poço e a queda d’água da Cachoeira do Gavião. Um poço grande, bom de tomar banho e fácil de ficar embaixo da queda.

Achamos a cachoeira linda também, e, em cima dela, avistamos a rocha de onde viemos e o morrão que descemos. Uma travessia incrível em que a beleza da natureza estava por todo o trajeto.

No alto, o ponto de onde iniciamos a descida final da travessia; embaixo, a Cachoeira do Gavião, na Serra do Cipó
No alto, o ponto de onde iniciamos a descida final da travessia; embaixo, a Cachoeira do Gavião, na Serra do Cipó

Cachoeira do Tombador | Serra do Cipó

Terminamos de curtir a Cachoeira do Gavião umas 14:45 h e partimos para a Cachoeira do Tombador. Em seguida, iríamos para a Cachoeira das Andorinhas e finalmente nos direcionaríamos para a Portaria do Retiro.

Já estava tarde para ir até essas duas últimas cachoeiras, mas mesmo assim decidimos ir, sabendo que não teríamos tempo para aproveitá-las, só mesmo para curtir o visual. E já adiantando, não deu outra: saímos do parque bem tarde, caminhando por muito tempo no escuro.

Trilha rumo à Cachoeira do Tombador, na Serra do Cipó
Trilha rumo à Cachoeira do Tombador, na Serra do Cipó

A trilha para a Cachoeira do Tombador inicia em um morrinho à direita de quem está olhando para o poço da Cachoeira do Gavião, onde tem uma placa de madeira com a indicação. Dali até a cachoeira são 2 Km em uma caminhada bem tranquila, sem inclinações consideráveis.

Fomos apenas seguindo a trilha demarcada, com o rio passando ao lado. Em um determinado momento, cruzamos uma cerca de arame farpado – que não sei o que estava fazendo ali – e continuamos, com a vegetação deixando de ser baixa e passando a ser mais alta.

Cruzando o rio no caminho para a Cachoeira do Tombador, na Serra do Cipó
Cruzando o rio no caminho para a Cachoeira do Tombador, na Serra do Cipó

Em seguida, atravessamos o rio pisando nas pedras e logo chegamos à Cachoeira do Tombador. Fizemos esse percurso desde a Gavião em pouco mais de 30 minutos.

A cachoeira, para variar, é linda também, com duas quedas principais, um poço bem grande e os altos morros ao redor nos abraçando. A água era transparente e não parecia ser fundo em sua maior parte.

Cachoeira do Tombador, na Serra do Cipó
Cachoeira do Tombador, na Serra do Cipó

Uma pena que não pudemos ficar por muito tempo, e logo em seguida voltamos e nos direcionamos de volta à Cachoeira do Gavião, para então irmos para a Cachoeira das Andorinhas.

Cachoeira das Andorinhas | Serra do Cipó

A Cachoeira das Andorinhas foi a última que visitamos nesse nosso dia de passeio pelo Parque Nacional da Serra do Cipó. Para chegar até ela, você pode ir pela Portaria do Retiro, ou, como foi o nosso caso, partir da Cachoeira do Gavião.

Caminhando sobre as rochas, rumo à Cachoeira das Andorinhas
Caminhando sobre as rochas, rumo à Cachoeira das Andorinhas

Seguimos na mesma direção da portaria, e logo encontramos uma encruzilhada, com uma placa indicando o caminho para a Cachoeira das Andorinhas. Pegamos a esquerda e cruzamos o rio que vem da cachoeira.

O trajeto foi todo pela margem direita do rio, em uma caminhada que passava por grandes pedras, mas nada tão difícil, e 15 minutos após a encruzilhada estávamos lá. Apesar da curta distância de uns 500 m, as pedras deram uma boa reduzida na nossa velocidade.

Cachoeira das Andorinhas, no Parque Nacional da Serra do Cipó
Cachoeira das Andorinhas, no Parque Nacional da Serra do Cipó

A água cai em um vale de rochas, também com um poço legal para banho. Há ainda outra queda logo acima, mas não avistamos uma maneira fácil de chegar até lá.

Finalizando o dia pela Portaria do Retiro | Serra do Cipó

Já era umas 17 h quando chegamos de volta à encruzilhada para a Cachoeira das Andorinhas e fomos rumo à Portaria do Retiro. Tínhamos ainda 6 Km pela frente, e já dava para ver que chegaríamos longe do nosso horário programado.

A trilha era bem tranquila e direta, com poucos obstáculos, como um ou outro riacho para cruzar. O bicho só pegou duas vezes quando o log de GPS que estávamos seguindo não bateu com o trajeto que estávamos fazendo. Ficamos uns minutos tentando achar o caminho, mas logo em seguida vimos que estávamos no percurso correto – no primeiro deles, não reparamos que tínhamos que cruzar um riacho, e no outro era só continuar a trilha pela esquerda, apesar do log ter nos jogado para o mato da direita.

Finalizando o passeio no Parque Nacional da Serra do Cipó, rumo à Portaria do Retiro
Finalizando o passeio no Parque Nacional da Serra do Cipó, rumo à Portaria do Retiro

Chegamos na Portaria do Retiro umas 18:40 h, com 20 Km rodados no dia, 9:40 h de percurso e tendo caminhado 1 h no escuro.

Fomos saber depois que o dono da nossa pousada já estava muito preocupando conosco, indo até a portaria para nos procurar. Ao menos conseguimos nos comunicar com o nosso motorista a partir da trilha, pela operadora Vivo, avisando que iríamos nos atrasar.

Assim, duas ferramentas foram fundamentais para o sucesso do nosso passeio: o GPS e a lanterna. Esta, só usamos no final, mas nos salvou e nos deu tranquilidade para conseguir enxergar onde pisávamos. Já sobre o GPS, utilizamos o celular mesmo. Instalei o app Wikiloc, escolhi no site do aplicativo um tracklog que batia com o percurso que queríamos fazer e paguei R$ 15 para utilizar por um ano a função de seguir a trilha. Funcionou muito bem, recomendo!

Compartilhamos então a seguir o log do trajeto que fizemos e registramos no Wikiloc, caso queira segui-lo ou analisá-lo.

***

Que passeio delicioso essa Travessia Duas Pontes, Congonhas e Gavião! E contando ainda com o complemento das cachoeiras do Tombador e das Andorinhas, para dar mais beleza ao trajeto.

Na minha opinião, começamos bem tarde, já que o café da manhã nas pousadas da Serra do Cipó é servido somente às 8 h. Até tentamos negociar, mas uma das pousadas em que estávamos não quis adiantar o preparo. Acabamos terminando o passeio também bem tarde, no escuro, então fica o alerta: planeje bem o seu tempo antes e vá preparado com lanterna, água e alimentação suficientes para passar por algum perrengue.

E não se esqueça de ler os nossos outros posts sobre a Serra do Cipó. Contamos como é seguir de bicicleta até uma outra atração do Parnacipó, a Cachoeira da Farofa, e apresentamos também a Cachoeira Véu da Noiva e a Trilha dos Escravos, uma outra tilha muito gostosa de se fazer.

Vá lá, leia e comente o que achou. Qualquer dúvida, é só perguntar nos comentários que tentaremos te ajudar.